segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

iPhone perde mercado para Android na Europa, diz estudo

Lançamento do iPhone 4S ajudou Apple nos EUA, mas empresa sofre ameaça do Galaxy S II, da Samsung, na região

Reuters

O tão esperado lançamento do iPhone 4S ajudou a Apple no que diz respeito a participação de mercado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, mas a fabricante está perdendo terreno no restante da Europa, segundo dados da empresa de pesquisas Kantar Worldpanel ComTech divulgados nesta quinta-feira.

Foto: Getty Images

Galaxy S II ameaça vendas do iPhone 4S na Europa

"Na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e na Austrália, o novo iPhone continua evaporando das prateleiras por causa do Natal. No entanto, essa tendência nem de longe é mundial", disse o diretor de análise de consumo global, Dominic Sunnebo.

O mercado de smartphones é atualmente dominado pelo Google, que revolucionou o segmento ao lançar a plataforma Android.

A fatia de mercado da Apple nas 12 semanas até o fim de novembro subiu para 36% nos Estados Unidos, contra 25% um ano antes, enquanto na Grã-Bretanha cresceu de 21% para 31%, segundo a Kantar. A participação da empresa caiu de 29% para 20% na França em um ano. Na Alemanha, cedeu de 27% para 22%, com quedas similares na Itália e Espanha.

"O mercado francês está mostrando um sinal crescente de sensibilidade a preços", afirmou Sunnebo. Em parte, as vendas na Europa do modelo mais caro da Apple foram prejudicadas pela economia fraca em todo o continente.

O Google teve participação de mercado entre 46% e 61% em todos os mercados da Europa. Fabricantes de celulares como Samsung Electronics, Sony Ericsson, LG Ericsson e Motorola Mobility utilizam a plataforma Android.

"Na Alemanha, o Android liderou ao alcançar 61% das vendas de smartphones nas últimas 12 semanas, sendo o Samsung Galaxy S II o aparelho mais vendido", acrescentou Sunnebo.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Número de telefone vai passar a ter nove dígitos a partir de 2012

Mudança começa em São Paulo, na área do código 11. Todo o país terá de se adaptar para chamar e receber telefonemas de São Paulo.
 

Uma novidade: os números de telefone vão passar a ter nove dígitos. A mudança começa em São Paulo. A partir do ano que vem, quem mora na área de código 11 vai ganhar um número a mais – passará a ter nove dígitos, em vez de oito. As operadoras já estão preparando a rede em todo o país para fazer e receber chamadas dos aparelhos móveis de São Paulo.

Cinco era o número de dígitos do telefone na casa da aposentada Thereza Fernandes quando ela era novinha. De lá para cá, os telefones fixos foram aumentando de tamanho para atender ao crescimento da população. É o que está acontecendo também com os celulares.

No começo, os números tinham sete dígitos, passaram para oito e logo serão nove. A mudança vai começar por São Paulo. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as operadoras têm até o dia 29 de julho para começar a fase de testes para implantação o sistema na área do código 11, mas haverá um período de duplo convívio.

"As chamadas serão marcadas tanto a oito como a nove dígitos e serão encaminhadas corretamente ao usuário de destino. Em um segundo momento, a gente passa a interceptar essas chamadas e informar que elas têm de ser marcadas a nove dígitos. Em um terceiro momento, a gente começa a interceptar essas chamadas e não completar. Por fim, as chamadas não são completadas. Simplesmente informa-se que aquele número não existe", explica Adeílson Evangelista Nascimento, gerente de interconexão da Anatel.

Haja cabeça para guardar tanta informação. Quantos números é preciso saber de cor? RG, CPF, senha do banco, do cartão de crédito, da internet, do email e das redes sociais – não sobra espaço na memória para guardar o telefone de muita gente. "Da minha família e dos mais próximos, namorada, mãe, irmã e irmão", comenta um jovem. "O da minha casa e o da minha mãe. Nem o da namorada eu sei", confessa outro.

Mas também, com a tecnologia, quem é que precisa decorar telefone? A aposentada Thereza Fernandes não está preocupada. "Se você perguntar meu número de celular, eu não sei. Eu procuro o número que é meu, eu faço o que eu tenho de fazer e vejo no próprio celular", conta Dona Thereza.

"Ter uma agenda de mão é mais pratico. É só procurar o nome e telefonar, não precisa ficar decorando", diz um jovem.

Embora o pontapé inicial seja dado na região do código 11, onde vivem hoje cerca de 22 milhões de usuários e onde estão mais de 30 milhões de celulares, todo o país terá de se adaptar para chamar e receber telefonemas de São Paulo com nove dígitos.

"Quem está em Manaus, em Porto Alegre ou em Fortaleza, vai ter de estar com a rede como um todo preparada. A prioridade operacional é de São Paulo, mas a preparação da rede é simultânea", prevê Ethevaldo Siqueira, jornalista especializado em tecnologia.

O trabalho da população vai ser o de refazer cartões de visita e panfletos e corrigir a agenda do celular. "Acho que não vai fazer muita diferença", comenta um estudante. "Tudo é costume também. A gente fala, mas tudo é costume. Se mudar, mudou e todo mundo vai se acostumar", acredita a assistente financeira Viviane Mello.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia Celular (SinditeleBrasil), informou que todas as operadoras estão se preparando para atender às mudanças até julho do ano que vem para a implementação no nono número no código de área 11, em São Paulo, conforme determinação da Anatel.

10 aplicativos úteis para Android

Acesse mais de 50 mil rádios do mundo inteiro e faça pesquisa a partir de imagens capturadas pela câmera

Augusto Garcia, iG

O Android é a plataforma mais popular entre os smartphones em todo o mundo. E a sua loja de aplicativos, a Android Market já possui mais de 300 mil aplicativos. No meio de tantas opções, é difícil saber quais desses programas realmente valem a pena. Por isso, o iG montou uma lista com dez aplicativos úteis para Android. Confira.

Foto: Reprodução

gTasks para Android

gTasks

O gTasks é um organizador de tarefas de contas relacionadas ao Google. Com o aplicativo é possível sincronizar todas as informações das contas Google e compartilhar informações por meio do Gmail, Docs e outros serviços. O aplicativo não funciona quando instalado no cartão SD. É necessário instalaro gTasks na memória interna do aparelho. O aplicativo é gratuito.

TiKL

Neste aplicativo, o usuário pode conversar com um ou um grupo de amigos apertando um botão. Não é necessário configurar ou adicionar amigos, somente com os contatos telefônicos ou contatos do facebook. O TiKL é gratuito e só funciona conectado à internet.

Barcode Scanner

Simples, mas muito útil. Esse aplicativo permite ler códigos de barras ou QR code a partir da câmera embutida no aparelho. O Barcode Scanner é gratuito.

Foto: Reprodução

Google Goggles para Android

Google Goggles

Desenvolvido pelo Google, o Goggles é um aplicativo de realidade aumentada que faz buscas a partir de imagens capturadas pela câmera do aparelho. O aplicativo identifica quadros, logotipos, entre outras imagens. Um dos mais baixados na Android Market, o aplicativo é gratuito.

AppMonster

O AppMonster permite fazer backup, restaurar ou desinstalar aplicativos. Além disso, traz outras funções que facilitam o gerenciamento de aplicativos, como organização por nome, data de instalação ou tamanho. O aplicativo gratuito só está disponível em Inglês, Espanhol, Alemão ou Russo.

Astrid

Um dos melhores aplicativos para organizar tarefas no Android, o Astrid pode ser sincronizado com o gTasks. O usuário pode criar lembretes, widgets, planilhas entre outros recursos para gerenciar as tarefas cotidianas. O Astrid não pode ser salvo no cartão SD e está disponível na Android Market.

Foto: Reprodução

TuneIn para Android

TuneIn Radio

No TuneIn Radio, o usuário tem acesso a mais de 50 mil rádios de todo o mundo. O aplicativo gratuito tem uma interface simples e intuitiva.

4shared 4 Android

O aplicativo permite compartilhar arquivos na nuvem. A partir da conta criada no 4shared, é possível fazer o download dos arquivos em qualquer dispositivo. O 4shared 4 Android é gratuito e está disponível na loja de aplicativos do Android

BeamReader

O BeamReader é um aplicativo que facilita a leitura de arquivos com extensão PDF. Os recursos do aplicativo permitem zoom a partir do movimento de pinça (Pinch-to-zoom), ler na horizontal ou na vertical, pesquisar informações no texto, criptografar e inserir senhas nos arquivos. O aplicativo custa R$ 15,60 e está disponível na Android Market.

Foto: Reprodução Ampliar

Wikitude para Android

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Celulares Xing-Ling: por que não comprá-los

Por que não comprar um "xing-ling"?

hiphone-3g
Hi-Phone 3G (Fonte: Divulgação)

Alguns leitores podem achar que os "xing-lings" são a salvação da lavoura, e já estão riscando a compra do próximo smartphone "top" de sua lista de desejos. Recomendamos, antes de você realizar a compra, que leia com atenção os motivos pelos quais NÃO recomendamos a compra dos telefones alternativos. Em linhas gerais, apresentamos pontos importantes onde, de forma destacada, os "xing-lings" apresentam desvantagens que, no futuro, podem representar sérias dores de cabeça ao consumidor.

1. Material de baixa qualidade

Para deixar o produto mais barato, os fabricantes utilizam peças baratas e de baixa qualidade durante o processo de fabricação. Na parte externa, por exemplo, são usadas tampas cujas linguetas conectoras quebram com facilidade, telas com baixa sensibilidade ao toque, teclas e botões que se gastam e quebram mais rapidamente, dentre outras características. Quanto aos componentes internos, apesar de as peças serem originadas dos mesmos fornecedores dos grandes smartphones do mercado, muitos componentes usados são peças recondicionadas e de segunda linha.

2. Interface de usuário que deixa a desejar

Nem só de recursos vive um bom smartphone. Nos últimos anos, a interface do usuário foi muito valorizada, e precisa ser visualmente atraente e bem funcional para oferecer uma experiência completa ao usuário. Nesse quesito, os celulares "xing-ling", de um modo geral, apelam para sistemas operacionais simples, que, em alguns casos, não estão nem no nosso idioma, ou simplesmente não são atraentes ou funcionais. Desses, há até modelos com português de Portugal misturado com chinês (principalmente nos menus de configuração).

É claro que existem as exceções, mas a maioria dos modelos alternativos do mercado não chegam perto de ter a mesma beleza e funcionalidade que sistemas como iOS, Android, WebOS, Windows Phone e Symbian oferecem.

3. Muitos recursos, pouca funcionalidade.

De que adianta o seu celular fazer quase tudo se essas várias funções não funcionam do jeito que você quer e na hora que você precisa? É fácil se deparar com telefones deste tipo com TVs, rádio FM, quatro slots para chips SIM, emulador de jogos de Super Nintendo, comando de voz e outras maravilhas que, na prática, nunca funcionam como prometido. A TV tem uma péssima qualidade de imagem e baixa recepção, os chips SIM não funcionam simultaneamente, os jogos travam o tempo todo, o comando de voz não te entende… e todas essas falhas combinadas só te trarão aborrecimentos.

4. Você não tem garantia de nada. Literalmente.

Comprar um celular "xing-ling" é uma aposta de risco. Você pode dar a sorte de ter um aparelho onde tudo funcionará como esperado durante anos, sem resultar em nenhum tipo de problema. Mas as chances de o telefone simplesmente parar de funcionar do nada, e você ficar a ver navios, sem ter a quem recorrer, são enormes.

Normalmente a garantia desses aparelhos é zero, ou, na melhor das hipóteses, dos próprios lojistas, que também não oferecem garantias muito longas. Quando algum problema acontecer, ou você terá que contar com a boa vontade do "amigo do lojista que conserta qualquer coisa", ou esperará uma viagem de ida e (talvez) volta para a China. Provavelmente nenhuma das opções resolverá o seu problema (ou ainda trarão novos defeitos).

5. Nesse caso, o barato pode sair muito caro.

Complementando o item anterior, lembramos que, além do prejuízo financeiro de ficar sem o telefone em pleno funcionamento, você poderá ter o prejuízo emocional de ficar sempre estressado com um produto que não funciona. É de conhecimento geral que o mercado brasileiro está longe de ser o ideal, e que um bom smartphone custa caro. Mas optar por um "xing-ling" que nem chegou a ser homologado pela Anatel, acabará com toda e qualquer possibilidade de você, ao menos, tentar reaver esse dinheiro na justiça ou com a própria empresa. Logo, recomendamos que você seja prudente, e que opte por economizar mais um tempo até conseguir reunir um valor razoável para comprar um modelo de qualidade.

Considerações finais

Se depois desses argumentos você ainda considerar a compra de um celular "xing-ling", a única coisa que podemos dizer é: "faça por sua conta e risco". Nossa função é alertar sobre os riscos que você corre, e não dizer o que o usuário deve ou não comprar. O mercado é livre para diversos tipos de produtos, e os celulares "xing-ling" se tornaram uma opção interessante para aqueles que não podem (ou querem) comprar um iPhone ou um Galaxy S. A diferença é que, agora, você está ciente dos riscos que corre ao adquirir um produto dessa procedência.

Compartilhe conosco a sua experiência com celulares xing-ling, ou, se não for o seu caso, ajude-nos a contar por que é melhor optar por um produto de marca.